Tecido Africano

O tecido africano simboliza a arte de viver, faz a ligação entre os tempos antigos e as gerações atuais e é testemunho da riqueza cultural da diversidade africa. É uma tradição africana. O tecido africano não é um vulgar pedaço de pano, mas sim um vetor e um testemunho da Arte de Viver em África. O tecido africano pode ter também uma função psicológica: em certos costumes africanos, quando um parente morre ou viaja por muito tempo, faz-se um bracelete, a partir dos panos usados pela Mãe, que é amarrada no pulso do órfão.

Constitui uma presença, que atenua a dor da separação, um sinal de presença e de proximidade. Em suma, é um excelente meio de comunicação e um código através do qual se ensina e se aprende, embora a comunicação que proporciona seja indireta e muda. Os motivos estampados que ultrapassam as simples ornamentações, podem também construir provérbios. Logo, para a pessoa que o saiba interpretar, o tecido africano tem VIDA.

A África negra tem uma longa tradição têxtil, onde a variedade de materiais é tão grande quanto os estilos encontrados. Utilizados como roupa, os tecidos serviram também de moeda, foram utilizados como mensageiros e objetos estéticos. Diz-se com frequência que os Africanos eram mais escultores que pintores. Os tecidos podem ser considerados, na África, substitutos da pintura.

Os tecidos de fabricação local constituíram durante muito tempo bens raros e preciosos; marcas de poder e de riqueza, reservados a uma elite, eles foram integrados como moeda para troca, graças aos quais era possível estimar o preço de uma mercadoria e comprá-la. Desde sua chegada nas costas do continente, no século 15, os traficantes europeus exploraram as possibilidades comerciais que ofereciam esta nova “moeda” e encorajaram indiretamente a produção têxtil local devido à sua utilização.

Mas o tecido não é somente moeda ou roupa: ele representa também, de acordo com seu estampado, uma espécie de texto onde podem ser “lidas” a identidade social e religiosa daquele que o usa: a decoração, seja ela impressa, tingida, pintada, tecida ou costurada, representa os espaços, os objetos, os seres e as metamorfoses presentes na mitologia. Por este motivo, os tecidos têm um papel importante na vida ritual.

Angola: Tradicionalmente conhecido por “Samakaka” pano oriundo do povo Muíla (Província da Huíla), produzido pela manufaturação com motivos florais, usado entre tribos Muíla e comercializado no exterior das aldeias.

Moçambique:  Capulana, pedaço de pano rectangular, fabricado em diferentes dimensões. Feito de algodão, fibra sintética ou outro material, as capulanas combinam uma mistura de cores presentes em variadas estampas.

Cabo Verde:  Pano di terra ou Panu di Terra, um tecido típico feito artesanalmente em teares manuais fazendo cada peça única em seu estilo cor e formato. Esta irregularidade é a característica que garante a autenticidade tradicional das ilhas de Santiago, Fogo e Brava. As cores tradicionais eram o preto e o branco, no entanto, hoje, encontram-se pano de terra de todas as cores.

Guiné Bissau: Pano Di Pinti ou traduzido como o Pano de Pente, de tear artesanal, tem uma grande importância social e cultural na Guiné-Bissau. A tecelagem guineense é uma tradição bem antiga e a versatilidade dos panos de pente não a deixam cair em desuso. Devido ao seu valor patrimonial no seio dos guineenses os panos de pente são usados em várias ocasiões de grande significado para o país, passando pela política, moda, cerimónias fúnebres, casamentos tradicionais e decoração.

Mais infelizmente nem todos os países são produtores de panos, apenas Países como o Ghana, Quénia, Nigéria, Namíbia, Benim, Costa do Marfim, Congo, Moçambique e África do Sul, são grandes produtores do pano africano manufaturado e industrializado.

Espero que tenham gostado desta pequena viagem pelos tecidos africanos.

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O que estou a Usar?

Pano Africano: da Mamã

Scarpin Preto: Asos

Acessórios: Henriqueta Macuacua

Fotos: Pelos Olhos do Namorado

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